terça-feira, 12 de abril de 2016

CAIÁGUA. O quê? Isso mesmo, C-A-I-Á-G-U-A....

white and black caiágua raincoat 5
caiágua green and orange raincoat 8

blue Caiágua raincoat 6
caiágua yellow and blue raincocat 1

Que o Tomás e eu temos gostos parecidos já sei desde o dia que o conheço. Que é louco por impermeáveis já sabia faz tempo. Mas só o ano passado decidimos fazer alguma coisa juntos. O quê não ficou decido ao certo, sabíamos apenas que seria algo susceptível de ser vestido. E foi numa volta entre São João da Madeira e Santa Maria da Feira (numa altura em que a ideia dos impermeáveis começava a ganhar forma) que demos com a Rua Cai Água. O nome, as longas horas que se despende a pensar nele (e todas as outras que passamos a pedir opiniões a terceiros) como que ficaram resolvidas num instante:
 Tomás... que tal CAIÁGUA?

O Tomás é do Porto, raízes familiares a Norte, casa de fim-de-semana em pleno Minho e Universidade em Matosinhos, terra de pesca, lobos do mar e vestuário impermeável. Já a minha condição de sulista é mais dada – na medida daquilo que tempo e meteorologia me permitem (e permitem cada vez menos) – a uma relação mais próxima com a água salgada em que mergulho que com a doce que me cai em cima. Mas há uma coisa que sempre me cativou: toda a gente pensa na chuva como algo que limita a nossa indumentária. Porque não fazer da suposta limitação uma oportunidade? Porque raio havemos de nos sentir menos “giros”, “estilosos” (ou qualquer outro adjectivo parvo) quando chove? Esse foi para mim um dos desafios mais interessantes para a CAIÁGUA. Outros virão, porque se tudo correr bem, isto é apenas o começo

domingo, 31 de janeiro de 2016

domingo, 3 de janeiro de 2016

7 anos. Passaram 7 anos...



Passaram 7 anos desde que iniciei este blogue. 7 anos são muitas fotos, muitas pessoas abordadas, muitas conversas, muitos posts. 7 anos à escala desta época são quase História. Não estou a sugerir que fiz História... estou apenas a dizer que em 7 anos o mundo muda, os hábitos cambiam e, como tal, a História da nossa vida quotidiana também. Senão repare, imagine o que pensaria se um estranho irrompesse o seu dia-a-dia e lhe perguntasse se poderia fotografá-lo para o seu blogue? Agora tente colocar-se no lugar de si mesmo e nessa mesma situação há 7 anos. Independentemente da resposta que daria hoje ou em 2009 até poderem ser as mesmas, dificilmente perspectivaria este episódio da mesma forma. Há 7 anos até a palavra “blogue” soava ainda estranha a muita gente. E lembrar-se-á também de como “fotografias & internet” parecia um cocktail perigoso para tantas pessoas (pensando bem... continua tão perigoso quanto antes, estamos apenas mais costumados a ele). A verdade é que o desafio de fotografar pessoas nas ruas de Lisboa deixou de ser um desafio. E nem o facto de há muito o ter estendido a outras cidades, vilas, aldeias ou lugares poderia mudar isso mesmo. Se continuo a fotografar? Continuo. Sempre que o destino assim o quiser. Mas importa admitir que isso acontece raramente.

E antes ainda de ter tomado consciência que começava a perder a “pica” comecei a sentir necessidade de outro projecto de outra natureza. Talvez por nunca ter dado hipóteses à vaga comercial que assolou a  generalidade dos blogues, de se chegar perto daquele que está a ler neste preciso momento, sentia vontade de um projecto comercial. Sugestionado por um convite do Ministério da Economia para coordenar uma plataforma online de marcas portuguesas que nunca chegou a ganhar forma e motivado pela convicção de que algo continua a falhar no comércio de vestuário online (ou por ambas as coisas e algo mais) esse novo projecto foi o J. LISBON. Que é – e acredito que isto não seja a coisa mais simpática de se dizer a alguém que segue este blogue há 7 anos – a minha nova paixão. Hei-de sempre voltar aqui. Até porque nada vai revolucionar a minha vida como este blogue a conseguiu mudar. Mas se O Alfaiate Lisboeta foi, em Janeiro de 2009, a forma que encontrei para me expressar, o J. LISBON é, de há um ano para cá, o caminho que encontrei para acrescentar valor ao que me rodeia. Em comum, mais ainda que identidade visual ou qualquer orientação estética, diria que têm transparência e honestidade. O que, em matéria de desafio, é tremendamente maior quando nos propomos a vender coisas (por oposição a oferecer conteúdos, que é o que tenho feito aqui ao longo destes últimos 7 anos). O desafio é brutal, recrear no espaço digital a melhor experiência de compra que já tenha vivido numa loja física. Como? Três pilares essenciais: proporcionar a melhor experiência de produto possível através de imagens reais em contexto real, fazer o upgrade de referências vagas e genéricas para descrições testemunhais que acrescentem, efectivamente, informação sobre um dado produto a quem está do outro lado e oferecer um apoio ao cliente a fazer lembrar o melhor atendimento de uma loja física. E se nem tudo o que é necessário fazer está já aplicado, grande parte do que foi feito já representa um passo enorme relativamente ao que o e-commerce vestuário nos habitou. Para comprovar, nada como subscrever e, se for o caso (e espero que não seja) diga-me por favor se estou a perder qualidades